
Para saber como funciona franquia de posto de gasolina, considere o investimento, a operação, o tipo de negócio (posto bandeirado ou bandeira branca), o licenciamento e a segurança ambiental, o compliance regulatório e a logística necessária. Todos esses fatores são relevantes na sua análise e podem impactar sua margem operacional.
Um negócio visto como altamente lucrativo, mas que também exige um investimento elevado. Saber como funciona franquia de posto de gasolina é sinônimo de equilibrar esses dois lados, o que requer análise de indicadores e atenção ao compliance regulatório.
De toda forma, o setor de combustíveis está em alta, assim como as franquias. Para ter uma ideia, dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), 69% das cidades brasileiras já contam com alguma unidade franqueada. E você, quer se informar e entender melhor sobre esse ramo? Confira neste post.
Saiba mais: O que é franquia e como funciona o modelo de franchising na prática?
Qual a diferença entre franquia, licenciamento de marca e contrato de bandeira?
A franquia é o modelo regido pela Lei de Franchising e há uma relação de parceria em que você paga algumas taxas, usa a marca e adota a padronização operacional. O licenciamento é focado no uso da imagem ou o nome da empresa, com foco apenas no produto. Já o contrato de bandeira é um meio-termo, em que há exclusividade no suprimento de combustíveis, sendo um posto bandeirado. Assim, a padronização é visual e de produto.
Leia também: Como funciona uma franquia na prática e o que muda na forma de operar
Como funciona franquia de posto de gasolina?
Você precisa fazer uma parceria com uma distribuidora de combustíveis e utilizar a sua marca, seu suporte, seu know-how e seus produtos. Em troca, paga a taxa de franquia e royalties, além de seguir a padronização operacional da marca. Assim, você terá um posto bandeirado e contará com uma loja de conveniência já conhecida pelo público-alvo.
Qual a estrutura operacional de um posto de gasolina?
A operação de posto de combustível contempla:
Pista: área de abastecimento dos veículos e exige logística de recebimento (com análise do produto para verificar se atende aos padrões da Agência Nacional do Petróleo - ANP), controle de estoque, equipe (frentistas treinados na Norma Regulamentadora 20) e automação (conexão entre bombas e sistema de caixa);
Loja de conveniência: mix de produtos e food service, sistema de inventário e monitoramento por câmeras. Tem a rentabilidade mais alta;
Serviços agregados: troca de óleo, lavagem de veículos, check-up e calibragem.
Leia também: Veja como montar uma franquia com base em estrutura, planejamento e regulamentação
Qual a cadeia logística e de abastecimento de um posto de gasolina?
A logística de combustíveis é complexa e segue o método Just in Time, no qual o estoque gira com muita rapidez. Veja:
Refino/importação: o combustível sai da refinaria e pode chegar via portos;
Terminais de armazenamento: ocorre o estoque do combustível antes de sua retirada pela distribuidora;
Distribuidora: faz a compra do combustível-base para a adição de biocombustíveis obrigatórios e possíveis aditivos da marca;
Transporte: pode ser próprio ou no modelo Transportador-Revendedor-Retalhista (TRR) para chegar ao posto;
Revenda: é o posto de combustível que entrega o produto ao consumidor.
A distribuidora de combustíveis garante a qualidade do produto, pode financiar a reforma do posto, dos tanques e das bombas e monitora os preços, sugerindo o valor mais adequado.
Toda essa operação pode acontecer via diferentes contratos de fornecimento. No caso do posto bandeirado, o dono deve comprar 100% do combustível da distribuidora parceira. Já o de bandeira branca não tem exclusividade com a marca. Em todos os casos, é preciso atentar às exigências da legislação, como o licenciamento ambiental.
Quanto custa abrir uma franquia de posto de gasolina?
O investimento em posto de gasolina inicia em R$ 600 mil, mas pode chegar a R$ 4 milhões. O valor serve para custear a aquisição ou a adequação do terreno, a compra de tanques e bombas, a implantação de sistemas e a necessidade de capital de giro. Entenda:
Aquisição do terreno: varia conforme o local;
Adequação do terreno: de R$ 300 mil a R$ 800 mil com terraplanagem, concreto armado ou pavimentação asfáltica e drenagem;
Tanques subterrâneos: cada unidade custa entre R$ 60 mil e R$ 100 mil, sendo necessário de 3 a 4 tanques em um posto padrão;
Bombas: o modelo que oferece diversos combustíveis (chamado de sêxtupla) fica entre R$ 40 mil e R$ 70 mil. Costuma ser necessário de 3 a 4 bombas;
Sistema de segurança ambiental: o monitoramento para evitar vazamentos custa entre R$ 30 mil e R$ 50 mil;
Ferramenta de gestão: o PDV fica entre R$ 10 mil e R$ 25 mil para garantir a integração entre pista, loja e fiscal;
Taxa de franquia: costuma variar de R$ 50 mil a R$ 150 mil;
Projeto arquitetônico e comunicação visual: muda de um local para outro, mas a distribuidora pode financiar parte do custo, se houver contrato de exclusividade;
Capital de giro: de R$ 300 mil a R$ 600 mil, sendo que o exigido é o suficiente para 2 estoques completos e o descasamento financeiro dos pagamentos em cartão.
Quais os custos operacionais recorrentes de uma franquia de posto de gasolina?
Os custos operacionais de qualquer posto de combustíveis costumam ser elevados e exigir um controle rígido. No caso do franchising, os gastos recorrentes são:
Folha de pagamento: considere a escala dos frentistas, o adicional de periculosidade, os encargos sociais e a necessidade de treinamento constante;
Manutenção: abrange verificação das bombas, troca de itens de filtros e bicos, taxas dos sistemas de monitoramento ambiental e energia elétrica;
Logística e abastecimento: o frete costuma ser embutido no preço da distribuidora para postos bandeirados e ser pago à parte para bandeira branca. Também há perda por evaporação, sendo que a ANP permite até 0,6%;
Impostos e taxas: há ICMS, PIS, Cofins, alíquotas dos pagamentos em cartão de crédito e valores cobrados por governos estadual e municipal;
Taxas da franquia: há os royalties, o fundo de propaganda e taxas de sistema.
Quanto de lucro dá um posto que vende 300 mil litros?
O lucro nesse caso costuma variar de R$ 30 mil a R$ 80 mil por mês. No entanto, o recomendado é calcular a margem operacional para saber exatamente quanto a unidade recebe. Assim, fica mais fácil saber como funciona posto bandeirado e se vale a pena ter esse tipo de negócio ou é melhor optar por um bandeira branca.
Quanto ganha por mês um dono de posto de gasolina?
Para saber como funciona franquia de posto de gasolina e o lucro líquido que você pode obter, é preciso calcular a margem operacional. A média varia de 3% a 11% do faturamento, ou seja, uma receita de R$ 100 mil poderia gerar um ganho entre R$ 3 mil e R$ 11 mil. Portanto, o pró labore do dono deve se basear nesse valor, sendo recomendado usar uma porcentagem do lucro.
Quais são os requisitos legais e regulatórios de um posto de gasolina?
O compliance regulatório para franquias do setor de combustíveis envolve:
ANP: permite o funcionamento, faz o controle de qualidade, mantém o Livro de Movimentação de Combustíveis e estabelece as regras para visibilidade dos preços;
Licenciamento ambiental: é concedido por órgãos estaduais e municipais. Costuma ser necessário ter licenças prévia, de instalação e de operação;
Corpo de Bombeiros: exige projeto de incêndio e treinamento para a equipe;
Órgãos municipais: abrange alvará de funcionamento, vigilância sanitária e licença de publicidade;
Normas Regulamentadoras: a NR-20, a NR-9 e a NR-7 valem para treinamento, segurança e controle de riscos ambientais.
Quais padrões de segurança, compliance e controle ambiental seguir?
As franquias do setor de combustíveis devem cumprir as seguintes diretrizes:
Controle ambiental: sump de bomba e tanque, caixa separadora de água e óleo, poços de monitoramento e gestão de resíduos sólidos;
Segurança: prontuário da instalação, treinamento de brigada, aterramento de caminhão-tanque e sinalização contra acidentes;
Controle operacional: aferição de bombas, monitoramento do benzeno e transparência de preços.
Quais os principais desafios do segmento de franquias de posto de gasolina?
As principais dificuldades a considerar antes de decidir se uma franquia de posto de gasolina vale a pena são:
Capital intensivo, ou seja, investimento inicial elevado;
Margem operacional apertada;
Variação grande de preços, com a “guerra da pista” para atrair clientes;
Gestão operacional, com rotatividade de funcionários e perdas não planejadas;
Fiscalização rigorosa;
Concorrência desleal, já que alguns postos sonegam impostos ou adulteram bombas.
Quais indicadores financeiros e operacionais usar na avaliação da franquia de posto de gasolina?
Para saber como funciona uma franquia de posto de gasolina e ver se os resultados são positivos, monitore os seguintes indicadores:
Galonagem (volume mensal por tipo de combustível);
Margem de contribuição por litro;
Índice de conversão de aditivados;
Ponto de equilíbrio;
Ticket médio da loja de conveniência;
Taxa de atração;
Margem da troca de óleo;
Custo de cartão, ou taxas de adquirentes;
Prazo médio de recebimento;
Prazo médio de pagamento;
Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA);
Perda/ganho de estoque (evaporação);
Produtividade por frentista.
Vale a pena abrir um posto de gasolina?
Sim, esse é um negócio que tem demanda constante e giro alto. Quando você tem uma franquia de posto de gasolina, ainda conta com todo o apoio necessário para fazer sua unidade ou rede crescer e se destacar.
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