
A transparência em dados, informações e comunicação é um dos pilares do sucesso de qualquer investimento. No caso do franchising, saber o que é governança em franquia ajuda na padronização de processos e no monitoramento dos indicadores de performance. Portanto, tem uma relação direta com o crescimento sustentável da unidade.
O que é governança em franquia? Essa pergunta, talvez, nunca tenha passado pela sua cabeça, mas é muito importante quando o assunto é o sistema de franchising. Baseada em prestação de contas, transparência e equidade, a proposta é orientar a rede da melhor forma possível e manter uma boa comunicação entre franqueador e franqueado.
Ao mesmo tempo, essa clareza é uma proteção para o dono da unidade, que tem acesso a todas as informações necessárias para a sua operação. Por isso, vale a pena considerar a governança no momento de escolher a rede. O que analisar e quais são os benefícios dessa transparência? Confira mais detalhes neste post.
O que é governança em franquia?
É um conjunto de processos, regras e práticas estruturadas pela marca com o objetivo de alinhar os interesses da rede e dos franqueados. O objetivo da governança em franquias é definir papéis e responsabilidades, prestar contas e garantir a transparência nas operações para uma gestão mais eficiente, profissional e com redução de incertezas e conflitos.
A governança corporativa já é um conceito amplamente usado em negócios de todos os segmentos. No franchising, foi estabelecido pela Lei 8.955/1994, posteriormente substituída pela atual Lei de Franquias.
De acordo com a legislação, a franqueadora é obrigada a apresentar a Circular de Oferta de Franquia (COF) como uma das formas de governança. Isso porque o documento fornece várias informações e garante a transparência na relação comercial.
Leia também: Como funciona o sistema de franquias, sua estrutura, regras e suporte ao franqueado
Por que a governança define o sucesso da rede?
A governança garante o compliance, ou seja, a conformidade em toda a rede e simplifica processo de expansão de franquias. Ao ser bem estabelecida, permite que a relação entre franqueadora e franqueado seja baseada em uma parceria, e não na subordinação. Como consequência, há um equilíbrio maior no interesse das duas partes, já que existem processos definidos, clareza e confiança.
Na prática, os benefícios de entender o que é governança em franquia e colocar o conceito em prática são:
Facilidade na resolução de conflitos;
Melhoria da reputação e da imagem da empresa;
Aumento do valor de mercado;
Atração de mais investidores.
Quais são os principais pilares da governança em franquias?
A governança empresarial em franquia tem os seguintes pilares:
Processos: a franqueadora deve transferir seu know-how, ter manuais de operação que guiem os franqueados e fazer auditorias e consultoria de campo para acompanhar os donos das unidades e ser um apoio estratégico;
Regras: garante a segurança jurídica e evita oportunismos na rede. As normas são descritas na COF e no contrato de franquia. Também são necessárias informações sobre fornecedores homologados, uso da identidade visual e marketing local;
Indicadores de performance: são os KPIs e devem ser compartilhados com todos os proprietários das unidades. Dois deles são margem de lucro e Net Promoter Score (NPS);
Comunicação: a marca deve investir em canais oficiais para contato e divulgação de notícias. Ainda é preciso ter conselhos de franqueados, nos quais representantes eleitos fornecem feedbacks e auxiliam com ideias de melhoria;
Tomada de decisão: é o pilar que ajuda a alinhar os interesses entre marca e donos de unidades. A governança define como ocorrerá a implementação de mudanças, assim como será o uso do fundo de propaganda e a validação de marketing, tecnologia e compras por meio de comitês temáticos.
Como funciona a governança em franquias na prática?
O foco é fazer o contrato jurídico se refletir na operação diária. Para atingir esse propósito, é preciso investir em padronização, acompanhamento e controle. Veja mais detalhes:
Padronização de processos: abrange a forma como as atividades são realizadas para garantir a qualidade e a previsibilidade de custos. Além dos manuais e da oferta de fornecedores homologados, é preciso fazer um bom onboarding de franqueados e disponibilizar treinamento contínuo;
Acompanhamento: é feito por meio da consultoria de campo e serve como um apoio para o dono da unidade atingir as metas estabelecidas. Envolve visitas às lojas, elaboração de plano de ação e reuniões de ciclo mensais ou trimestrais para analisar a Demonstração de Resultados do Exercício (DRE) e fazer o benchmarking;
Controle de franquias: mantém a integridade dos dados e protege os valores de taxa de franquia, royalties e fundo de propaganda. O monitoramento ocorre pelo software de gestão de franquias, que apresenta os números de vendas, auditoria de estoque e compras, para comparar o que foi adquirido dos fornecedores e os produtos comercializados, e prática de cliente oculto, para verificar o trabalho realmente executado na unidade.
Qual o papel da franqueadora na governança da rede?
A marca tem uma função estratégica e central na governança em franquias, já que define a padronização em franquias, faz a gestão de rede, monitora as operações e incentiva o crescimento sustentável da franqueadora e suas unidades. Também é responsável pelo suporte contínuo e elaboração do modelo de negócio.
Quais os impactos da governança na performance e na expansão?
Os resultados da governança são percebidos no nível de eficiência e lucro das operações, na expansão de franquias de forma saudável e sustentável, em melhores resultados financeiros, na atração de novos franqueados e em segurança operacional.
Leia também: Como abrir uma franquia com segurança e planejamento
Quais os riscos de uma rede sem governança estruturada?
A estrutura de franquias precisa ser bem estruturada no que se refere à governança. Caso contrário, aparecem os seguintes riscos:
Perda de identidade da marca;
Insegurança jurídica;
Conflitos de canal;
Desalinhamento de interesses;
Falência de unidades;
Fragilidade financeira;
Estagnação da marca;
Obsolescência técnica;
Aumento do número de processos judiciais.
Como avaliar a governança antes de investir?
Se você deseja abrir uma unidade franqueada, deve verificar os seguintes aspectos da governança:
Analise a COF e todas as suas cláusulas;
Verifique os canais de participação;
Considere o uso de tecnologia na franquia, como dados e inteligência artificial;
Visite 3 ou mais unidades diferentes sem o consultor de expansão para conversar com os donos e ter uma ideia de como a franqueadora funciona na prática;
Busque o histórico de litígios da rede.
Invista em franquias com uma governança de rede consolidada
Todos os aspectos da governança em franquias passam por uma gestão bem estruturada. Esse processo requer uma rede consolidada, com várias marcas e um ecossistema completo para auxiliar os donos das unidades a terem sucesso.
A 300 Franchising oferece todos esses benefícios. Com uma avaliação superior a R$ 2 bilhões, mais de 90 marcas e 11 mil franquias ativas, é um dos maiores ecossistemas de franquias de alto impacto.
Trabalhamos com base em método, performance e responsabilidade a partir de uma liderança experiente e visão de longo prazo. Assim, você descobre na prática o que é governança em franquia e vê a sua unidade crescer.
Agora, é só você entender como funciona a governança e qual o impacto no dia a dia das operações. Acesse o site da 300 Franchising, conheça nossas soluções e marcas e entre em contato com nossos especialistas!


















